Professor e policial federal Rodrigo Varela indica como deve ser a preparação para a prova de Legislação Aplicada para o concurso de agente administrativo.
Frente à grande defasagem de pessoal administrativo na PF, o concurso para a área administrativa da corporação é visto por muitos especialistas como inevitável. O professor Rodrigo Varela, que é policial federal e leciona na Degrau Cultural, recomenda que os interessados em concorrer a uma vaga de agente administrativo iniciem o quanto antes a preparação:
“Uma preparação para concurso deve ser encarada como um projeto de médio prazo. Estudar antecipadamente é sempre recomendado, pois assim o aluno conseguirá assimilar os conteúdos com mais calma, sem aquele desespero da proximidade da prova”, destacou.
Uma das disciplinas certas de serem cobradas na prova para agente administrativo, caso o concurso seja mesmo autorizado, é a Legislação Aplicada à PF. A matéria fez parte do conteúdo de Conhecimentos Específicos (composta por sete disciplinas), que contou com 70 das 120 perguntas da prova objetiva.
Segundo Rodrigo Varela, a melhor forma de estudar da Legislação da PF é procurando entender porque a lei foi feita daquela forma e não de outra e não a decorando. Segundo ele, existe uma lógica para ela ser da forma que é.
“Muitos alunos acham que decorar é a melhor maneira, mas eu discordo! É claro que, em algumas situações, a decoreba é inevitável, mas sempre que for possível entender, ao invés de decorar, é a melhor opção”, disse.
Rodrigo Varela destaca que a disciplina é importante não somente para ser aprovado no concurso: “Acredito que a disciplina terá um grande peso na prova, porque ela trata de leis que o futuro agente administrativo vai precisar usar na prática”, explicou o professor, recomendando que os interessados tomem o programa anterior como referência: “Acredito que a base será a mesma, pode haver alterações pontuais apenas.”
De acordo com Rodrigo Varela, as leis mais cobradas nas provas da PF são aquelas que o agente administrativo pode vir a utilizar no exercício do cargo. Entre elas estão a Lei de Imigração, Lei de controle de produtos químicas, Lei de Entorpecentes e o Estatuto do Desarmamento. O professor dá uma série de exemplos.
“A Lei de Imigração, que é nova (2017), vai ser usada pelos agentes que forem lotados em aeroportos ou postos de fronteira. Se ele for trabalhar no Sistema Nacional de Armas (Sinarm), vai precisar do Estatuto do Desarmamento. Para atuar na Delegacia Especializada na Fiscalização de Segurança Privada (Delesp), o agente precisa entender de segurança privada e transportes de valores. Quem for trabalhar na Delegacia Especializada em Controle de Armas e Produtos Químicos (Deleac), precisa dominar a lei de controle de produtos químicos. Finalmente, a Lei de Entorpecentes, que por si só já é muito famosa será importante se o agente for lotado na Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE).”
O professor acredita a PF escolherá o Cebraspe, mais uma vez, para organizar o concurso, assim como ocorre há mais de 20 anos. Ele chama atenção dos futuros candidatos para o modelo de prova da banca, onde o concorrente perde pontos caso a resposta esteja em desacordo com o gabarito oficial.
O Cebraspe, como todos sabem, elabora provas usando os comandos ‘certo’ e ‘errado’, onde o candidato é penalizado caso erre a questão. Isso torna uma prova que parece ser fácil, muito mais difícil. É a única prova de concurso em que o candidato pode tirar menos de zero. Para isso, basta errar mais do que acertar. Chutar na prova do Cebraspe é um suicídio”, finalizou.




