Após muito tempo, a Caixa Econômica anunciou novidades. Os aprovados no último Concurso Caixa Econômica, realizado em 2014, serão convocados neste ano. Além disso, o banco irá realizar em paralelo o Programa de Demissões Voluntárias (PDV), visando abrir espaço em seu orçamento.
O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, foi quem confirmou a informação nesta segunda-feira (20). De acordo com o mandatário, o intuito foi o de fortalecer o atendimento das agências.
"É importante focar em colocar as pessoas na rede, que é o principal contato da Caixa com os mais de 93 milhões de clientes que temos", explicou.
As convocações se iniciarão no dia 3 de junho. De acordo com a Caixa, os convocados serão alocados nas agências do banco, respeitando as necessidades estratégicas verificadas pela organização.
Já em relação ao PDV, o prazo para adesão se inicia nesta segunda-feira (20), se estendendo até o dia 7 de junho. Será oferecido um incentivo financeiro aos funcionários que se enquadrarem nos pré-requisitos do programa, que pretende chegar a 3500 desligamentos de funcionários.
Acredita-se que estas medidas não sejam por acaso. A ideia é de reordenar os quadros internos e finalizar a última seleção, para então lançar um novo edital de Concurso Caixa neste ano ou no início de 2020. O número de funcionários da empresa se reduziu de 101 mil, em 2014, para 85 mil, em 2018.
Último Concurso Caixa foi realizado em 2014O último Concurso Caixa ocorreu em 2014, sendo organizado pelo Cebraspe (na época Cespe-UnB). Foram mais de 1 milhão de inscritos, formando um amplo cadastro de reservas para os cargos de técnico bancário (nível médio), médio do trabalho e engenheiros (nível superior).
As avaliações se deram por meio de provas objetivas e discursivas. A prova discursiva foi composta de uma redação dissertativa de trinta linhas. Já a prova objetiva foi composta de 120 questões, no modelo Cebraspe de Certo e Errado. A divisão das questões foi:
Língua Portuguesa – 14 questões
Conhecimentos Básicos – 36 questões
Conhecimentos Específicos – 70 questões
Presidente afirmou que empresa não será privatizadaApesar dos rumores de uma possível privatização que rondam diversas empresas públicas com a presidência de Jair Bolsonaro, a Caixa pelo menos parece estar resguardada. O presidente empossado no início deste mês, Pedro Guimarães, confirmou que a Caixa Econômica não será privatizada nos próximos anos.
Segundo Guimarães, o que na realidade ocorrerá será uma abertura de capital das subsidiárias do banco. Este capital, por sua vez, será reinvestido no Tesouro Nacional ao longo dos próximos quatro anos. A justificativa apresentada pelo mandatário é a reposição de um repasse de 40 bilhões feitos pelo Tesouro.




