Como muitos já estão cansados de saber, a carreira no serviço público oferece uma série de vantagens em relação ao serviço na iniciativa privada. Além de salários satisfatórios, os cargos públicos ainda costumam oferecer planos de carreira bem definidos e estabilidade empregatícia.

Para quem já tinha esta visão sobre as coisas, um estudo publicado pelo Banco Mundial, na última quarta-feira (9), confirmou muito sobre as boas impressões que se tem sobre o serviço público no país. De acordo com o estudo, entre os países analisados, o Brasil é um dos que mais investe em seus servidores e mais contrata através de concursos públicos.

A relação entre o número de funcionários públicos e a população no Brasil (5,6%) é mais alta que a média latino-americana (4,4%), mas inferior a países da OCDE (9,5%)”, relata o estudo.

Outro ponto importante apresentado pela pesquisa foi relacionado às diferenças salariais entre o setor público e o setor privado. O documento aponta que os salários oferecidos na iniciativa pública, para servidores federais, tende a ser 96% maior em relação aos oferecidos pela iniciativa privada para funções semelhantes.

As principais explicações apresentadas para justificar esta diferença salarial são fatores como as altas taxas de juros praticadas no Brasil, o sistema tributário e a capacidade de organização dos servidores públicos.

Tendência é de que número de funcionários públicos volte a crescer

O estudo aponta que, desde 2014, quando começou a haver queda na arrecadação tributária do país, ocorreu um processo de diminuição nos reajustes salariais e no número de servidores contratados. Apesar do que se diz em relação ao excesso de funcionários públicos no país, o documento mostra dados diferentes.

“No Brasil, há muito menos servidores públicos do que o necessário. Proporcionalmente, há menos pessoas servindo a população aqui do que há em praticamente todos os países desenvolvidos. Temos, por exemplo, algo em torno de 12 mil policiais federais para cuidar de 12 mil quilômetros de fronteira.”

Além disso, um dado relevante também é o da previsão de aposentadorias até o ano de 2022: espera-se que de 20% a 26% dos servidores efetivos, e atualmente ativos, se aposentem. Diante deste cenário, onde as carências já são altas e a previsão é de aumento, a necessidade de novos concursos públicos se faz evidente, para que órgãos não entrem em colapso ou paralisação de atividades.

 

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