A Língua Portuguesa é complexa e cometer deslizes é muito fácil. Mas se você dominar os assuntos que os outros concurseiros ainda têm dúvidas, já sai um passo a frente. Veja!
Português é uma disciplina comum a todos os concursos públicos. E, em geral, ela tem sido o que faz a diferença no resultado final de uma seleção: seja permitindo a conquista de um emprego para quem realmente se preparou de forma adequada ou adiando os planos dos que acreditavam não precisar estudá-la.
Por isso, independentemente do seu concurso, não desperdice a oportunidade e estude o máximo possível. É importante estudar até aqueles temas que você acha que já sabe. Até porque, cada banca tem uma maneira de cobrar um mesmo conteúdo e você precisa estar muito bem preparado para não cair em pegadinhas. Lembre-se: aprovação em concurso não é questão de sorte, é questão de preparação. Então, quanto mais você se preparar, mais sorte terá.
E por mais que Português seja uma matéria que a gente estudou a vida inteira, é uma língua complexa. A grande quantidade de verbos irregulares, regras, condições, detalhes e exceções, fazem com que grande parte dos candidatos apresentem algum tipo de dificuldade na hora das provas.
Dominar Língua Potuguesa é fundamental para garantir uma boa classificação em qualquer concurso público. Em especial se o concurso tiver a aplicação de provas discursivas entre suas etapas. Nesse caso, Língua Portuguesa pode ser responsável por 50%, ou mais, da nota do candidato.
Como não queremos nada atrapalhando seu sonho de ser aprovado em um concurso público, separamos aqui as 7 dúvidas de Português mais comuns entre os concurseiros. Leia com atenção e não erre esses temas nunca mais! Veja!
Há e a
Quando falamos, não há diferença entre “há” e “a”. Mas, na escrita, não é bem assim. “Há” é uma forma do verbo “haver”. E “a”, sem h, pode tanto se comportar como artigo, como indicador de distância ou momento no futuro.
A melhor maneira de certificar-se que não vai cometer mais esse erro de Português é substituindo pelos verbos “fazer” ou “existir”. Assim, podemos utilizar o “há” quando indica passado ou quando o verbo haver é impessoal (sem sujeito) e possui o sentido de “existir”.
Exemplo 1: na sentença “Há uma semana que espero o posicionamento da banca sobre o recurso enviado.”, podemos substituir a palavra “Há” por “Faz”, sem alterar o sentido. Assim, ficaria: "Faz uma semana que espero o posicionamento da banca sobre o recurso enviado."
Exemplo 2: na sentença “Há um modo mais fácil de estudar Matemática.”, podemos substituir a palavra “Há” por “Existe”, também sem alterar o sentido. Assim, ficaria: "Existe um modo mais fácil de estudar Matemática".
Senão e se não
As expressões “senão” e “se não” diferenciam-se tanto na grafia, quanto no significado. E seus usos ainda geram muitas dúvidas. Inclusive, tem muita gente que usa apenas "Se não", como se a palavra "senão" nem existisse. Mas este é um erro que um concurseiro não pode cometer.
Então, veja quando usar cada uma delas:
Exemplo 1: Melhor eu sair de casa cedo, senão me atrasarei para a prova.
Exemplo 2: Se não houver imprevistos, chegarei na hora certa.
Ou seja: senão (escrito junto) é usado com sentido de "do contrário". E se não (escrito separado) é usado quando podemos substituí-lo pela expressão "caso não", sem que isso altere o sentido da frase.
Onde e aonde
Primeiramente, é necessário entender que “onde” dá a ideia de permanência e lugar. Por exemplo: “Onde você mora?”
Logo, “onde” deve ser utilizado somente para substituir vocábulo que expressa ideia de lugar.
Em uma redação, para evitarmos a repetição do uso desses advérbios, podemos usar os seguintes pronomes relativos: ‘’em que’’, ‘’na qual’’ ou ‘’no qual’’.
Já o “aonde” é um advérbio, que deve ser utilizado quando a ideia for de movimento.
Portanto, preste atenção aos verbos, pois os que indicam movimento, tais como: ir, chegar e dirigir pedem o uso de “aonde”. Exemplo: Aonde você irá depois da aula?
Embaixo ou em baixo? Encima ou em cima?
Este erro ainda confunde muita gente. A palavra “embaixo” é escrita junto. Mas pelo fato de "em cima" ser escrito separado, as pessoas ficam confusas.
Uma dica para fixar a escrita correta dessas palavras é a seguinte: faça um “V” com os dedos indicador e médio. Em cima, os dedos estão separados. Embaixo, os dedos estão juntos – assim como as palavras.
Mas e mais
Apesar da sonoridade parecida, essas palavras têm funções completamente distintas. A palavra “mais” possui como antônimo o “menos”. Nesse caso, ela indica adição. Já a palavra “mas”, pode desempenhar o papel de substantivo, conjunção ou advérbio.
Como substantivo, o “mas” está associado a algum defeito. Exemplo: Nem mas, nem meio mas, faça já seus exercícios.
Como conjunção adversativa, por sua vez, o “mas” é utilizado quando o locutor quer expor uma ideia contrária a que foi dita anteriormente. Exemplo: Estudo há anos, mas ainda não fui aprovado em nenhum concurso público. Nesse caso, ela possui o mesmo sentido de: porém, todavia, contudo, entretanto, contanto que.
Como advérbio, o “mas” é empregado para enfatizar alguma informação. Exemplo: Ela é muito dedicada, mas tão dedicada, que passou no concurso da Receita Federal na primeira tentativa.
A gente ou agente
Embora a diferenciação entre os termos pareça fácil, acredite: ainda há muito concurseiro cometendo este erro.
Em primeiro lugar, quando utilizamos o substantivo comum “agente”, queremos dizer uma pessoa que faz alguma coisa, ou seja, o agente da ação.
“Agente” pode indicar também uma pessoa que administra uma agência, um intermediário em negociações comerciais, um agente secreto ou um guarda policial. Exemplo: Eu passei no concurso para Agente da Polícia Federal.
Já quando utilizamos a locução pronominal “a gente”, é com o significado de nós. Exemplo: A gente começou a estudar para concursos este ano.
Ciclo vicioso ou círculo vicioso?
Ciclo vicioso e círculo vicioso são expressões muito usadas, principalmente em redações. Mas vocÊ sabia que apenas uma delas está correta? Isso mesmo que você acabou de ler!
Apesar de “ciclo vicioso” ser uma expressão muito usada, ela está errada. Isso porque, a palavra ciclo designa uma sucessão de fenômenos sistematicamente reproduzidos em períodos regulares, mas não implica, necessariamente, o retorno a um mesmo ponto. Então, a expressão correta é “círculo vicioso”.
Neste artigo, esclarecemos as dúvidas de Português que são mais comuns entre os estudantes que estão se preparando para prestar concurso público e explicamos quando usar cada uma das palavras ou expressões. Agora é com você: estude bastante estes assuntos e resolva o máximo possível de exercícios sobre estes temas!




