Presidentes da SinpecPF e da Fenapef se mostram a favor do pedido de concurso feito pela Polícia Federal para cargos administrativos, mas reconhecem o auto déficit de servidores na área.

Após realizar concurso para carreiras da atividade-fim (policial), a Polícia Federal (PF) agora tem objetivo de obter autorização do Ministério da Economia para reforçar seu quadro administrativo. Por isso, a corporação já encaminhou uma solicitação para a abertura de 557 vagas em cargos dos níveis médio e superior.

Desse total, 404 são para agente administrativo, que exige o nível médio e tem remuneração de R$4.710,76. As outras 153 são para os seguintes cargos de nível superior: administrador (21 vagas), arquivista (oito), assistente social (dez), bibliotecário (uma), contador (nove), economista (três), enfermeiro (três), engenheiro (uma), estatístico (quatro), farmacêutico (uma), médico (65), nutricionista (uma), odontólogo (11), psicólogo (cinco), técnico em assuntos educacionais (13) e técnico em comunicação social (três). Para todo, os ganhos são de R$5.559,67.

O presidente do Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal (SinpecPF), João Luís Nunes, mostrou-se satisfeito com o pedido feito pela PF ao Ministério da Economia. No entanto, ele destaca que o déficit de pessoal é mais de cinco vezes a oferta solicitada.

“Hoje, nosso déficit está em torno de 3 mil servidores. A PF poderia solicitar também criação de 5 mil novos cargos para área administrativa, para o ano de 2022”, disse o presidente do SinpecPF, que representa os servidores da área de apoio da corporação.

João Nunes diz que a carência de pessoal na área administrativa existe em todas as unidades da Federação e que, por isso, muitos policiais estão desviados de função: “A maioria dos estados tem o quadro administrativo defasado. Por isso, os gestores são obrigados a deslocar policiais para essas funções, retirando-os da atividade-fim, dando prejuízo enorme aos cofres públicos”, destacou.

Quem também apoia a abertura do concurso é o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Luís Antônio Boudens:

“São funções extremamente importantes, desde os setores de logística até as áreas de TI, desenvolvidas no dia a dia deste importante órgão público. As áreas de fiscalização, emissão de passaporte, segurança privada, controle de produtos químicos, RH, pagamentos, licitações, fiscalização de contratos, de ensino e saúde, além de outras da atividade meio, precisam ser atendidas”, afirmou.

Assim como Nunes, Boudens também defende a criação de outras 5 mil vagas em cargos administrativos na estrutura da PF. “Defendemos há algum tempo a criação de 5.000 novas vagas, mas para início da retomada da reposição dos quadros administrativos já representa um avanço.”

O último concurso foi aberto em 2013, com o prazo de validade sendo encerrado em junho de 2018. Naquela época, a corporação ofereceu 566 vagas em diversos estados, além do Distrito Federal. Desse total, 534 foram para agente administrativo. As demais foram para funções de engenheiro, assistente social, contador, administrador, psicólogo e arquivista.

O Cebraspe foi o organizador do concurso. Todos os candidatos foram avaliados por meio de prova objetiva. Mas, os concorrentes a cargo de nível superior ainda fizeram uma avaliação discursiva. Esta seleção reuniu 324.497 inscritos.

 

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