Ministério da Economia está analisando pedido da Agência Nacional de Telecomunicações para abrir 346 vagas, contemplando cargos de nível médio e superior.
Depois da ANS, Anac e ANP, é a vez da Anatel confirmar à equipe de reportagem da DEGRAU CULTURAL que também pretende realizar um novo concurso público no próximo ano. De acordo com a assessoria de imprensa, a Agência Nacional de Telecomunicações encaminhou, em maio deste ano, ao Ministério da Economia, pedido para contratar 346 novos profissionais, distribuídos em duas carreiras de nível médio e duas de nível superior:
- 46 vagas para Analista administrativo – nível superior;
- 109 vagas para Especialista em Regulação de Serviços Públicos de Telecomunicações – nível superior;
- 102 vagas para Técnico Administrativo – nível médio;
- 89 vagas para Técnico em Regulação de Serviços Públicos de Telecomunicações – nível médio.
Ainda de acordo com a assessoria, o intuito é completar, em consonância com a Lei nº 10.871/2004, o quadro de pessoal previsto para a Anatel, que é de 1.690 servidores. Atualmente, esse quadro está em 1.336 servidores (incluindo os cedidos a outros órgãos), o que resultou em um déficit de 354 servidores.
Como o pedido de concurso ainda está sob análise na área econômica, a Anatel não possui uma previsão de quando o edital será aberto.
A remuneração a ser concedida para esses quatro cargos pode superar a marca dos 15 mil mensais. Confira:
- Técnico Administrativo: R$7.464,67;
- Técnico em Regulação de Serviços Públicos de Telecomunicações: R$7.846,37;
- Analista administrativa: R$14.265,57;
- Especialista em Regulação de Serviços Públicos de Telecomunicações: R$15.516,12.
Último Concurso Anatel é referência
A Anatel não realiza um novo concurso público desde 2014, quando ofereceu 100 oportunidades para esses mesmos quatro cargos contemplados no novo pedido de concurso. As vagas destinadas às funções de nível superior foram direcionadas para as seguintes especialidades:
Analista administrativo: Administração, Arquitetura de Soluções de Tecnologia da Informação e Comunicação, Desenvolvimento de Sistemas de Informação, Direito, Engenharia Civil e Suporte e Infraestrutura de Tecnologia da Informação.
Especialista em Regulação de Serviços Públicos de Telecomunicações: Mídia Digital, Contabilidade, Economia, Engenharia, Métodos Quantitativos e Direito.
Apesar de ser um cargo de nível médio, em 2014 as vagas para técnico administrativo estavam divididas nas especialidades administrativa e de comunicação.
Todas as vagas abertas no último concurso da Anatel foram destinadas para a sede da agência, em Brasília. Inclusive, todas as fases de avaliação foram aplicadas na capital federal: Prova Objetiva, Prova Discursiva, Avaliação de Títulos e Curso de Formação. Essas duas últimas etapas de avaliação eram exclusivas dos cargos de nível superior.
Formato das provas objetivas e discursivas de 2014
Para os concurseiros que já estão interessados em ingressar na agência que regula os serviços de telecomunicação no país e que intermedia os conflitos entre operadoras e consumidores, vale a pena se preparar desde já para as provas objetivas com base no que foi cobrado no concurso de 2014, organizado pela já conhecida (e às vezes temida pelos concurseiros) banca Cebraspe.
Tanto os candidatos a nível médio quanto de nível superior tiveram de responder a 120 questões, 50 de Conhecimentos Básicos e 70 questões de Conhecimentos Específicos. Na parte de Conhecimentos Básicos, os candidatos tiveram de responder questões no estilo “Certo ou Errado” nas seguintes disciplinas:
Nível Médio: Língua Portuguesa, Noções de Direito Administrativo e Noções de Direito Constitucional.
Nível Superior: Língua Portuguesa, Língua Inglesa e Agências Reguladoras.
Já a prova discursiva do Concurso Anatel 2014 se dividiu em quatro partes:
- Parte 1 – uma dissertação, com até 30 linhas;
- Parte 2, 3 e 4 – uma questão discursiva, com até 15 linhas;
Cada uma dessas partes valia pontuação máxima de 10,00 e o candidato precisavam produzir, com base nos temas formulados pela banca examinadora, um texto dissertativo, primando pela coerência e pela coesão, acerca dos objetos de avaliação de conhecimentos específicos.




