Terminei a faculdade, fiz mestrado, estava até tentando arrumar alguma oportunidade na minha área, mas por conta da dificuldade do mercado, comecei a estudar para concurso. A área policial sempre me foi de muita afinidade. Acho que pelo fato de não ter uma rotina pré-determinada me agrada bastante.
Acho que foram uns sete ou oito concursos tomando porrada para dar certo. A gente fica desanimado quando não consegue passar no concurso. Acho que, depois de um tempo, você entende que não é a hora. A minha preparação de estudos começou muito antes do edital da PRF estar pronto. Eu me organizei nos
estudos, mantinha uma rotina de revisões muito forte e fazia os simulados aqui aos domingos. Foi uma rotina de muita dedicação, de começar às cinco da manhã, e terminar às cinco da tarde. Estudava seis horas líquidas por dia, no pós-edital. Me inscrevi para a turma da PRF, e conversei, na época, com um coordenador, que me apresentou a proposta do Passaporte, de você estudar até passar, e tudo mais, e eu falei: “Ah, então vou fazer como meu projeto de vida”. Vou apostar no Passaporte, vou ter o suporte da Degrau”. E aí eu
aproveitei muito, não há dúvida. E a orientação fez toda a diferença. Tem muita gente que pensa que o aprovado é o cara que é gênio. E não é. Ele vai ser o cara que vai dominar a frustração dele, porque demora. Vai ser o cara que vai acordar todo dia cedo para poder estudar... porque isso é muito difícil. Eu acho muito importante: veja seus pontos fracos e crie uma base sólida para eles, é o primeiro passo; o segundo passo é se organizar e criar um cronograma de estudos que você se sinta confortável num momento pré-edital, para você também não desanimar. E no pós-edital você vai adaptar seu cronograma, expandir suas horas e pensar que é aquele momento em que você tem de abdicar de tudo, botar todas suas as cartas na mesa e se esforçar ao máximo para conseguir alcançar seu sonho. E para mim foi isso, foi o que eu fiz e graças a Deus deu certo!

