Meu nome é Maria Thereza Teixeira da Fonseca Moraes, tenho 30 anos, e fui aprovada na Guarda Municipal de Niterói (em 136º lugar). Antes de pensar em fazer concurso eu trabalhava. Mas já estava muito insatisfeita com o meu emprego e não via chance alguma de crescimento profissional. Aí meu marido me falou do concurso para a Guarda. Me interessei não só pelo salário, mas pela oportunidade da tão sonhada estabilidade, que me possibilitaria fazer outras coisas.
O primeiro concurso que fiz foi pro Banco do Brasil, não fui aprovada, continuei a estudar e fiz pra Caixa Econômica. Nesse fui aprovada mas era CR (cadastro de reserva) e nunca chamaram. Desisti de estudar e voltei a trabalhar. Quando voltei a estudar foi pro concurso da GMN. Pensei em desistir muitas vezes. O edital nunca saia, eu cansei muitas vezes, achei que não fosse acontecer e que não fosse conseguir. Antes do edital frequentava a turma regular na Degrau e estudava 2 ou 3 horas por dia. Acabei essa turma, fiz a de exercícios aos finais de semana e estudava durante a semana em casa. Depois da saída do edital estudava todos os dias. Meu marido trabalha com plantão, então os horários eram organizados de acordo com os horários dele, e aos finais de semana tinha a segunda turma de exercícios que fiz. Fora as aulas extras, assistia aulas online e fazia questões dia e noite. E ainda tinha a preparação para o TAF. Minha maior dificuldade foi conseguir conciliar filhos, casa, marido, estudos e academia. Muitas vezes achava que ia enlouquecer (risos)
Mas além de ter um conteúdo enorme, o primeiro desafio era o TAF, porque eu estava bem acima do meu peso e completamente sedentária. Perdi 16 kg e fiz o TAF com tranquilidade. E no mês antes da prova objetiva, ir a academia e correr era o meu momento de lazer, onde eu relaxava pra voltar pros estudos.
Já tinha feito curso na Degrau, meu marido também foi aprovado pela Degrau. A dedicação dos professores, competência e experiência fizeram toda a diferença. Só tenho a agradecer a todos. Aos professores, ao pessoal da recepção, à coordenadora da unidade. Sem dúvidas foram fundamentais na minha aprovação.
Quando vi que fui aprovada, não acreditei nos primeiros minutos. A gente sempre fala que é claro que vai passar, mas no fundo sempre tive dúvidas. Estava indo treinar pro TAF quando saiu o resultado, voltei correndo pra casa para falar com meu marido e filhos.
Qualquer um pode passar, mas tem que querer. Querer mesmo, não é fácil. Tem que estar preparado para abdicar de muitas coisas. Ter o apoio da família, marido e filhos é super importante. Meu conselho para os concurseiros é: não parar e não desistir! Cansar é normal. Descanse, pegue fôlego e volte! Todo mundo tem a capacidade. A diferença está no esforço e dedicação.

