Meu nome é Bruno, tenho 31 anos e fui classificado no concurso de Agente educador do RJ, em vigésimo lugar. As vagas foram distribuídas entre as CREs e, no caso da CRE para a qual me inscrevi, foram disponibilizadas 26 vagas para ampla concorrência. Mais de 7000 mil pessoas foram fazer a prova. Antes de fazer concurso eu era Técnico de Suporte (TI) na iniciativa privada e estudava redes de computadores. Decidi fazer concurso porque queria algo mais estável e para tentar fugir da reforma da previdência. Além disso, queria sair da frente da tela de um computador e parar de servir uma empresa, a fim de começar a servir pessoas. Antes desse concurso, eu só tinha tentado uma vez para Guarda municipal, mas acabei não passando. Isso foi no ano de 2008.
Não pensei em desistir, pois, além da minha necessidade falar mais alto, encontrei ótimos professores na Degrau. Eles não só ensinaram bem a matéria como também motivaram os alunos. Além das aulas presenciais e dos simulados disponibilizados pelo Degrau, eu lia o ECA e uma apostila digital. Além do mais, recorria a vídeos na internet sempre que surgiam dúvidas pontuais. Eu estudava pelo menos 5 horas por dia, todos os dias. O ECA, por exemplo, não havia um dia em que eu deixava de lê-lo. Isso me rendeu o gabarito da matéria. Meu maior desafio foi conciliar trabalho e estudo, porém eu estava tão focado no concurso, que deixei até o trabalho em segundo plano. O negócio era passar! Meu maior desafio foi a matemática: acertei apenas 4 de 10. Estava com receio até mesmo de não conseguir a pontuação mínima.
A Degrau foi um preparatório que me passou muita credibilidade. Aí eu fui me inscrever e gostei muito do curso. Claro que depende do empenho do aluno; porém, se não fosse o “empurrão” e a diretriz do curso e dos professores da Degrau, talvez eu não tivesse conseguido me classificar.
Eu estava sozinho quando vi a lista no site da prefeitura. Eu esperava uma boa colocação, mas não tinha certeza da classificação. Quando vi que tinha sido classificado, o sentimento foi de alegria e satisfação. Eu creio que qualquer pessoa pode passar em um concurso público, exceto aquelas que possuem alguma doença neurológica grave que afetem a memória ou seus processos cognitivos. De resto, não há obstáculo que não possa ser vencido para passar em um concurso! O meu conselho não é só estudar pelo menos 5 horas por dia, mas sim saber estudar com estratégia. Concurso não é só se encher de conhecimento e ir para a prova. O candidato deve ser um estrategista na hora de se organizar para estudar, bem como aprender a fazer a prova da banca em questão. Portanto é interessante que, ao ler o edital, ele veja o peso e a quantidade de questões de cada matéria, leve em consideração seus pontos fortes e fracos, o quanto ele conhece as matérias em questão, o tempo que ele possui até a prova, a possível concorrência do concurso e a nota de corte, entre outros. Ponderando tudo isso, ele vai conseguir traçar a melhor estratégia para si e para o concurso. Depois é só aplicá-la diariamente! Não existe mágica, o que existe é estudar com inteligência. Fazer simulados, escrever os ponto-chaves em um caderno para revisar depois e ler diariamente as leis (quando houver) são pontos fundamentais para o candidato internalizar o conteúdo e ir confiante para a prova.

