Luma Freire Sabadin

Luma Freire Sabadin

Agente educador (SME)

Classificação: 46º lugar

Meu nome é Luma Freire Sabadin, tenho 27 anos e fui aprovada no concurso de Agente Educador do município do Rio de Janeiro (dentro das 60 vagas da 9º CRE). Trabalhava no Hotel IBIS em Belém-PA, de 23h às 7h. Comecei a estudar para concurso porque fui demitida sem motivo algum. Então prometi para mim mesma que não deixaria que fizessem isso comigo novamente. Na verdade, descobri no hotel, que gosto de trabalhar na área administrativa; e desde então estudo para essa área. O concurso de agente educador “caiu de paraquedas” no meu caminho e decidi fazer porque já estudava 95% de matérias em comum com o edital. Já fiz mais de trinta concursos até hoje e ainda não parei. Comecei a estudar em 2013. Na verdade o primeiro concurso que fui aprovada foi em 2014, com 8 meses de estudo (Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA). Mas era só um processo seletivo, então trabalhei lá apenas por 2 anos até terminar o contrato. Esse concurso foi em Belém, onde eu residia à época. Em 2017 me mudei para o Rio de janeiro, quando reiniciei meus estudos e me preparo até hoje no Degrau Cultural. Nunca pensei em desistir. Muito pelo contrário: quando assumi o MDA que já sabia, que seria temporário, juntava dinheiro todos os meses para que quando o contrato acabasse eu tivesse apoio para continuar estudando. Em 2017 e 2018, tinha uma rotina bem restrita: fazia todas as aulas que podia na Degrau Cultural, durante a semana e nos finais de semana, de manhã, à tarde ou à noite; não fazia diferença se tinha aniversários ou outros compromissos, sempre coloquei meu sonho como prioridade. Quando estava em casa tinha uma meta de 3h a 4h de estudos para fazer os resumos de aula, organizando meu material, e realizando exercícios sobre o que tinha visto em aula. Online só procurava aulas sobre aqueles concursos ou matérias que não tinha no curso presencial, quando não formava turma ou quando não me adaptava ao professor da sala de aula. De seis meses pra cá, venho me considerando com uma boa bagagem de conhecimento, então me permito “viver” mais, também tenho meus momentos de distração e  faço academia a noite durante semana, pois movimentar o corpo também faz bem pra mente. Meu maior desafio até hoje é ter disciplina para estudar em casa, é muito mais fácil deitar no sofá e passar o dia assistindo televisão, então sempre priorizo a sala de aula, assim não tenho como fugir das minhas obrigações. Encontrei a Degrau na propaganda boca a boca. Sempre que perguntava sobre cursos preparatórios para os colegas aqui do Rio era o primeiro curso que me respondiam, então dei um voto de confiança e permaneci até hoje pelos professores. Quando tenho afinidade com o ensino de algum professor o sigo em todas as turmas. O curso na verdade te “guia” pelo melhor caminho, mostra aquilo que mais cai em prova, onde encontrar a informação adequada, o conteúdo que não pode deixar de saber, e os professores te direcionam para o entendimento correto de cada assunto, muitas vezes traduzindo a matéria para o aluno, ensinando a resolver questões. Mas 70% é dedicação pessoal e constância na revisão do conteúdo: procurar aqueles assuntos mais aprofundados para acertar aquela questão que ninguém acerta, fazer o máximo de questões possíveis para eliminar o máximo de erros possíveis e repetição, para não esquecer toda a informação que já foi absorvida. Para falar a verdade a ficha ainda não caiu. Acho que só vai cair quando estiver com a caneta na mão, assinando minha posse. Mas é uma satisfação muito grande ser classificada em um concurso. Você se sente vencedora, sente que está no caminho certo e que nada pode impedir tuas conquistas. É difícil esperar um resultado positivo depois de tantas “porradas” (já apanhei de muita prova até começar a me destacar), mas quando ele vem é um misto de alívio e realização.Quem me mandou a lista com a notícia da classificação foi meu marido, meu maior apoiador, posso dizer até fã. Ele está sempre de olho nos concursos e nas minhas aprovações, mais ansioso que eu. Me apoia em todas as provas que faço e torce muito pelas minhas vitórias. Agradeço a Deus por tê-lo em minha vida e comemoro todas as boas notas com ele, assim como choro todas as ruins também. Acho que não existe perfil de concurseiro, e sim, vontade. Qualquer pessoa que tenha vontade de vencer na vida, de ter um futuro estável, tranquilidade e segurança para sua família consegue. Basta querer e persistir, pois não é fácil, não é rápido e a maioria das vezes não é barato. É uma fase de sacrifícios, muitas vezes solitária, mas é um sacrifício muito pequeno perto do resto da vida de bonança. É uma caminhada difícil, você vai se decepcionar muito, porque vai ser reprovado em algumas provas, alguns familiares não vão entender, mas isso é normal. Ninguém está acostumado a se sacrificar por uma vida melhor. Sair da zona de conforto dói, mas é completamente recompensante. Sempre que me vejo cansada lembro que é tudo passageiro e que quando estiver com meu cargo garantido tudo será diferente e bem melhor. Seja muito perseverante. Só não passa quem desiste, e desistir pra mim não é opção.